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A CONSIQ é especializada na preparação de organizações de vários segmentos e tamanhos. Para alcançar a certificação ISO 9001, 14001 e 18001 conte conosco.

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Treinamentos

NBR ISO, OHSAS, 5S e outros

T 01 - Formação de Auditor Interno da Qualidade; T 02 - Formação de Auditor Interno Ambiental; T 03 - Interpretação e Implementação da NBR ISO 9001:2015; T 04 - Interpretação e Implementação da OHSAS 18001; Dentre outros...

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Segurança e saúde ocupacional

PCMAT, PCMSO, PPRA E ART

Segurança e saúde ocupacional ou SSO é uma área multidisciplinar relacionada com a segurança, saúde e qualidade de vida de pessoas no trabalho ou no emprego.

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Auditoria Interna e Diagnóstico

Avaliar a situação atual da empresa frente as exigências da norma

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Nosso Software de Gestão

Pro CONPH

Um sistema inteiramente WEB, com tudo que você precisa para a sua certificação, ele atende as normas : ISO 9001:2015, ISO 14001:2015, OHSAS 18001:2007 e PBPQ-H

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Dicionário

 

 

 

 

A


ABSORÇÃO

Processo físico no qual um material coleta e retém outro, com a formação de uma mistura, podendo ser acompanhada de uma reação química.

AÇÃO ANTRÓPICA

Qualquer atividade desenvolvida pelo homem sobre o meio ambiente, independentemente de ser maléfica ou benéfica.

AÇÃO CORRETIVA

Providência tomada com o objetivo de eliminar as causas de uma não-conformidade (V.), defeito (V.), falha (V.) para retificar condições adversas à qualidade e para prevenir sua repetição. Uma ação corretiva deve, no mínimo, tornar aceitável a qualidade do processo, produto, material, item ou serviço, implicando ou não em reparo ou retrabalho. Deve ser sempre documentada com o objetivo de manter histórico da qualidade (V.) e, quando aplicável, deve haver procedimento detalhado de quando e de que forma a ação deve ser tomada, com a finalidade de eliminar ou pelo menos reduzir o(s) problema(s) identificado(s)

AÇÃO DE LIMPEZA

Remoção de substâncias indesejáveis através da utilização de processos físico-químicos.

AÇÃO PREVENTIVA

Ação tomada no sentido de impossibilitar ou ao menos dificultar a ocorrência ou reocorrência de um problema devido à mesma causa. Pode referir-se à alteração de um projeto ou processo, revisão de um contrato, especificação, elemento ou item do sistema da qualidade, ou do próprio sistema da qualidade.

ADMINISTRAÇÃO DE PROBLEMA

Processo sistemático de atuação sobre as causas secundárias de um problema. Na realidade, é necessário, sempre que possível, buscar soluções capazes de atingir o objetivo imediato de eliminar os problemas, em vez de administrá-los, agindo apenas nas causas secundárias.

AERAÇÃO

Oxigenação da água com a ajuda do ar. A taxa de oxigênio dissolvido, expressa em porcentagem de saturação, é uma característica representativa de certa massa de água e de seu grau de poluição.

AEROSSOL

Conjunto de finíssimas partículas em suspensão no ar ou em outro gás, podendo ser sólidas (poeira, gelo, fumo, pólen e alguns minúsculos animais) ou líquidas (nevoeiros, vapores, nuvens, etc.). Geralmente os aerossóis estão carregados.

AFERIÇÃO

(Metrol.) Conjunto de operações que estabelece, em condições específicas, a correspondência entre os valores indicados por um instrumento ou sistema de medição, ou por uma medida materializada e os valores verdadeiros convencionais correspondentes da grandeza medida.
Comparação de um sistema ou instrumento de medida de exatidão desconhecida com um sistema ou instrumento de medida de exatidão conhecida, a fim de detectar possível variação quanto à especificação de desempenho requerida.
Nome tradicional reservado à simples operação de verificar a correção de um valor lido ou observado, de um dado experimento. Supõe-se que a verificação seja exata e forneça uma curva ou tabela de correções ou compensação. Trata-se de uma operação de caráter essencialmente passivo, não-corretivo, às vezes confundida com calibração passiva.

AFLUENTE

Denominação aplicada a qualquer curso d’água, cujo volume ou descarga contribui para aumentar outro, no qual desemboca. Tributário. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

AGENDA 21

Protocolo contendo uma lista de compromissos e ações, entre os quais os de reestruturar a economia, assegurando a sobrevivência humana digna, preservando a saúde e os recursos naturais do planeta, objetivando o Desenvolvimento Sustentável. O protocolo foi assinado por mais de uma centena de países, incluindo o Brasil, durante a Conferência de Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU), ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1992 - a Rio 92.

ANÁLISE CRÍTICA

(Qual.) Avaliação dos requisitos de um sistema da qualidade, projeto, processo, produto, serviço ou informação com o objetivo de identificar problemas ou não-conformidades e a subseqüente proposição de ações corretivas.

ANÁLISE CRÍTICA DE CONTRATO

Avaliação dos requisitos contratuais, realizada tanto pelo fornecedor quanto pelo comprador, com o objetivo de assegurar que os requisitos do sistema da qualidade estejam adequadamente definidos e documentados, e que o fornecedor tenha capacidade para atendê-los, considerando os fatores econômicos e riscos nas respectivas situações. O fornecedor deve estabelecer e manter procedimentos para análise crítica de contrato e manter registros destas análises.

AUDITORIA AMBIENTAL

Avaliação regular e sistemática, documentada e objetiva da organização, gerência, equipamentos do ciclo de vida do(s) produto(s) em relação às leis, decretos, regulamentos, normas técnicas e ao conjunto de processos e operações que disciplinam ou produzem a qualidade ambiental. Instrumento da política ambiental que consiste na avaliação, documentada e sistemática das instalações e das práticas operacionais e da manutenção de uma atividade poluidora, com o objetivo de verificar: a obediência dos padrões de controle e qualidade ambiental; os riscos de poluição acidental e a eficiência das respectivas medidas preventivas; o desempenho dos gerentes e operários nas ações referentes ao controle ambiental; a pertinência dos programas de gestão ambiental interna ao empreendimento.

AUDITORIA DA QUALIDADE

Avaliação planejada, programada e documentada, executada por pessoal independente da área auditada, para determinar, mediante investigação e avaliação de evidência objetiva, o ambiente, a adequação e observância de normas, especificações, procedimentos, instruções, códigos, atividades ou programas administrativos, ou operacionais e outros documentos aplicáveis, bem como a efetividade da implementação dos mesmos e os resultados que estão sendo obtidos.
Atividade de verificação dirigida para avaliação da qualidade de projeto, processo, produto, serviço ou sistema da qualidade, sendo denominada, respectivamente, auditoria da qualidade de projeto, de processo, de produto, de serviço e de sistema da qualidade.
Uma auditoria da qualidade serve como mecanismo de feedback e aperfeiçoamento do sistema da qualidade, e pode ser executada independentemente do desempenho da qualidade.
Pode ser realizada tanto externa quanto internamente e, neste último caso, por um nível de staff que não tenha responsabilidade direta pelas áreas auditadas, mas que trabalhe em cooperação com o pessoal relevante. Para o exercício de uma auditoria da qualidade há necessidade de procedimentos e de listas de verificação (Check-list) apropriados. Não deve ser confundida com atividades de avaliação e de inspeção, realizadas com objetivos de controle de processo e avaliação de produtos e serviços.

 

 

B

 

 

BALANÇO DE GELEIRA

Diferença entre a acumulação e a ablação de uma geleira, sendo expressa geralmente, em termos de volume de água equivalente por unidade de área.

BALANÇO DE RADIAÇÃO

Diferença entre a quantidade de radiação que é absorvida e emitida por um dado corpo ou superfície. Em geral, o balanço de radiação na superfície terrestre é positivo de dia e negativo à noite.

BENCHMARK

(SIQ) Indicador de liderança em qualidade em determinado ramo ou área de atuação utilizado para comparação. A liderança tem de ser reconhecida como top de linha no "estado da arte" (V.).

BENCHMARKING

(SIQ) Processo sistemático e contínuo de avaliação de estratégias, operações, processos, metodologias de trabalho, produtos e serviços de organizações que efetivamente pratiquem e sejam reconhecidas como melhores de uma determinada classe e como exemplos organizacionais. Trata-se, portanto, de padrões referenciais das melhores práticas de mercado. Servir de guia para melhorias contínuas, dando subsídios ao estabelecimento de padrões de excelência. O intervalo que separa o desempenho da companhia do desempenho dos líderes de mercado é analisado e pode vir a ser utilizado como objetivo da qualidade da empresa, para eliminar ou reduzir a desvantagem competitiva. Pode também ser interno, ou seja, dentro da própria organização. É também utilizado como uma das ferramentas da reengenharia (V.).

BIOSFERA

Região da Terra onde existe vida. Compreende a porção inferior da atmosfera, a hidrosfera e a porção superior da litosfera.

BRAINSTORMING

(A tradução mais comum é "tempestade de idéias", mas a melhor tradução seria "livre debate"; entretanto, como o termo original é mais usado no Brasil, optei por mantê-lo. Nos Estados Unidos é às vezes denominado creative thinking.)
Técnica utilizada por grupos de trabalho ou times da qualidade para encorajar a geração, esclarecimento e avaliação de uma lista de idéias, problemas ou tópicos, de forma criativa e rápida, a respeito de um determinado assunto. A ênfase é na quantidade de idéias e não na qualidade. O brainstorming pode ser usado de forma estruturada (onde cada componente do grupo deve dar uma idéia a cada rodada, como num jogo de cartas, ou passar a vez - isso é positivo por dar igual oportunidade de participação a todos, mas pode criar uma certa pressão sobre alguns componentes) ou de forma não-estruturada (em que cada componente dá idéias à medida em que elas forem surgindo - positivo por ser mais informal, mas pode inibir a participação de alguns). Um brainstorming tem três fases distintas: fase de geração, onde o líder esclarece o assunto a ser abordado e o escreve num quadro ou flip-chart, lista as idéias apresentadas, até não surgir mais nenhuma; fase de classificação, em que o grupo faz uma revisão da lista, para certificar-se de que todos entendem cada item da mesma forma e para condensar/eliminar duplicações; e fase de avaliação, na qual o grupo discute a lista e procura eliminar itens sem importância ou fora do escopo.

 

 

C

 

 

 

CALIBRAÇÃO

(Metrol.) a) Conjunto de operações que estabelece, em condições específicas, a correspondência entre o estímulo e a resposta de um instrumento ou sistema de medição.
Procedimento metrológico que consiste em ajustar ou retificar um determinado instrumento de medição e/ou ensaio a um padrão aferido, de mesma natureza, rastreado a um padrão reconhecido por órgão oficial, para torná-lo exato (após sua fabricação ou deteriorização devido ao uso ou estocagem). Portanto, a exatidão de um instrumento ou sistema de medida pode ser alcançada via calibração. Normalmente, a calibração pode melhorar a exatidão de um instrumento ou sistema pela redução de seu erro. No entanto, normalmente, não consegue torná-lo mais preciso.

CAMADA DE OZÔNIO

Parte da atmosfera superior, situada entre 20 km e 35 km de altitude, na camada estratosférica, com elevada concentração de ozônio e que absorve grandes proporções da radiação solar na faixa do ultravioleta, evitando que a mesma alcance a Terra em quantidades consideradas perigosas. Ozonosfera.

CANAL

Curso de água natural ou artificial, claramente diferenciado, que contém água em movimento, de maneira contínua ou periódica, ou então que estabelece uma interconexão entre dois corpos de água. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

CAPABILIDADE DE PROCESSO

(Estat.) a) Habilidade intrínseca de um processo em desempenhar suas funções nas condições de trabalho, satisfazendo certas especificações e tolerâncias.
Capacidade inerente a um processo de reproduzir seus resultados consistentemente durante ciclos múltiplos de operação, livre de causas especiais (V. Causa Especial).
É uma medida da uniformidade inerente ao processo. A análise da capabilidade do processo é vital para a melhoria da qualidade e é aplicada para permitir a seleção de fornecedores adequados, prever o quanto um processo obedece as tolerâncias, reduzir a variabilidade do processo de fabricação e auxiliar os projetistas de produtos ou serviços na seleção/escolha/modificação do processo.

CARACTERÍSTICAS DA QUALIDADE

Propriedades de um material, item, produto ou serviço que podem ser avaliadas em função do grau de satisfação de clientes e/ou dos requisitos determinados numa especificação, modelo, padrão conveniente ou desenho.
Exemplos: dimensão de uma peça, potência de um equipamento; velocidade atingida por um veículo; cortesia no atendimento, facilidade de manutenção, tempo de vôo, rapidez na entrega etc.

CAUSA FUNDAMENTAL

Razão ou motivo original para uma determinada condição.
O que está, efetivamente, na origem do problema, não nos seus sintomas.
Principal causa responsável pela existência de um problema ou de uma situação-problema.
A identificação da(s) causa(s) fundamental(is) é a primeira condição para seleção das ações corretivas a serem adotadas.
Para essa identificação são utilizadas ferramentas do tipo brainstorming, fluxograma de processos, diagrama de Ishikawa (ou causa e efeito ou espinha de peixe), diagrama de Pareto, estratificação, carta de tendência etc.
(V. cada ferramenta pelo seu nome).

Quando a causa fundamental é removida, o problema ou situação-problema deixará de existir ou, pelo menos, seu impacto negativo estará reduzido.

CERTIFICAÇÃO DA ISO

Declaração emitida por um organismo de certificação credenciado, que atesta que a empresa solicitante cumpre com os requisitos das normas ISO Série 9000. Trata-se de uma prova pública. Para ser certificada, a organização precisa comprovar que tem um sistema da qualidade implantado e em funcionamento. A comprovação é feita por uma auditoria de certificação conduzida pelo organismo de certificação contratado, via análise da documentação do sistema da qualidade (procedimentos, instruções de trabalho, documentos e registros da qualidade) e as evidências objetivas de sua implementação e funcionamento.
Durante a auditoria de certificação, o organismo certificador poderá detectar o não-atendimento a um ou mais dos requisitos exigidos pela norma aplicável - 9001, 9002 ou 9003 (as únicas três utilizadas para certificação conforme a ISO:1994). Esse não-atendimento, definido como não-conformidade, é classificado como não-conformidade crítica ou não-crítica.
Não-conformidade crítica é um requisito não atendido e evidenciado quanto à existência e uso. Exemplos: inexistência de uma política da qualidade claramente definida e implementada; inexistência de documentação do sistema da qualidade (manual da qualidade, procedimentos padronizados, instruções de trabalho, registros da qualidade); não-definição, documentação e entendimento das necessidades dos clientes, na forma de requisitos e especificações; inexistência de evidências que comprovem a utilização de procedimentos de controle para todas as fases do desenvolvimento/adaptações de produtos/serviços (solicitação do cliente, laboratório, piloto, lote experimental, liberação para produção); inexistência de procedimentos e evidências para organização, controle e atualização dos documentos internos que comprovem o atendimento às normas de garantia da qualidade; inexistência de um sistema de rastreabilidade, desde o recebimento da matéria-prima até sua transformação em produto/serviço acabado e entrega ao cliente externo etc.
Não-conformidade não-crítica é o não-atendimento de um requisito em sua totalidade.

CHORUME

Líquido escuro de composição bastante variável que adquiriu características poluentes devido ao seu contato com uma massa de resíduo sólido em decomposição.

CLASSE DE RESÍDUOS

Classificação dos resíduos segundo sua origem ou periculosidade.

CLASSIFICAÇÃO DE DEFEITOS

(Confiab.) (Insp.) Procedimento pelo qual cada uma das características de um requisito de um material, item, produto ou serviço é quotada, listada e a seguir classificada, segundo a gravidade do defeito ou não-conformidade, de acordo com alguma divisão, dentro de um intervalo de 0 a 100%. Os defeitos ou não-conformidades são agrupados em classes a seguir relacionadas, podendo ainda ser desdobrados em subclasses:
Defeito crítico (falha crítica, não-conformidade crítica): aquele que pode produzir condições inseguras ou perigosas para quem usa ou mantém a unidade de produto ou serviço, pode impedir o funcionamento ou o desempenho de uma função importante, danos materiais significativos ou outras conseqüências inaceitáveis.
Defeito grave (falha grave, não-conformidade grave): aquele que, não sendo considerado crítico, pode ocasionar falha ou reduzir consideravelmente a utilidade da unidade de produto ou serviço para o fim a que se destina.
Defeito tolerável (falha tolerável ou secundária, não-conformidade tolerável): aquele que não reduz substancialmente a utilidade da unidade de produto ou serviço para o fim a que se destina, ou não influi substancialmente em sua operação ou uso específico.
A existência de um único defeito crítico num lote pode ser o suficiente para a rejeição de todo o lote ou a realização de inspeção 100%, com a substituição das unidades defeituosas por unidades de qualidade.

CLIENTE

Consumidor final, usuário, beneficiário ou segunda parte interessada.
Usuário seguinte da produção ou do serviço.
Em termos amplos, é a organização ou pessoa a quem a organização ou pessoa fornece um produto, serviço ou informação, ou ainda, que seja afetada por um produto, serviço ou processo.
O principal cliente de um determinado funcionário pode ser a pessoa da mesa ao lado ou do posto de trabalho seguinte, sendo, neste caso, denominado cliente interno. (V. Garantia da Qualidade).
J. M. Juran considera que cada pessoa dentro de uma organização seja, ao mesmo tempo, um cliente, um processador e um fornecedor. Cliente ou usuário quando recebe um produto, serviço ou informação em qualquer estágio do processo; processador quando adiciona valor ao produto, serviço ou informação; e fornecedor quando passa adiante o produto, serviço ou informação (ainda que não completo) para um novo cliente ou usuário. Todos numa organização têm clientes externos e/ou internos, cujas necessidades devem atender, a fim de cumprir sua missão.
Em situações contratuais, "cliente" pode ser denominado de "comprador".

COMBURENTE

Denominação aplicada a uma substância que é reduzida em uma reação de combustão. O oxigênio é o principal comburente, porém em casos isolados de combustão pode ser o cloro, o bromo ou o enxofre.

COMBUSTÃO

Reação química de oxidação-redução onde necessariamente existem um combustível e um comburente, geralmente o oxigênio. Esta reação sempre libera energia calorífica e luminosa, no espectro visível ou não.

COMBUSTÍVEL

Denominação aplicada a uma substância que é oxidada em uma reação de combustão. É a substância que sofre queima quando em presença de oxigênio do ar.

CONFORMIDADE

Estado de concordância entre a real qualidade e a qualidade planejada.
Cumprimento total por um material, item, produto, serviço, processo ou sistema de exigências da qualidade.
Julgamento ou indicação afirmativa de que um produto ou serviço atende aos requisitos de especificação, contrato, regulamentação ou acordo firmado.
Observação: os termos em inglês "conformance" e "compliance" têm sentidos diferentes. O primeiro se refere à fabricação de produtos ou prestação de serviços, enquanto o segundo à entrega de itens estabelecidos em contrato.

 

 

 

D

 

 

 

 

DENSIDADE RELATIVA

Comparação entre a massa específica de uma substância com a de outra substância. No caso dos sólidos e líquidos, a densidade relativa é tomada em relação à água, enquanto no caso dos gases é tomada em relação ao ar ou hidrogênio. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

DESERTIFICAÇÃO

Degradação da terra nas regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, resultante de vários fatores, entre eles as variações climáticas e as atividades humanas. A degradação da terra compreende a degradação dos solos, dos recursos hídricos, da vegetação e a redução da qualidade de vida das populações afetadas.

DIAGRAMA DE ISHIKAWA

Técnica visual que interliga os resultados (efeitos) com os fatores (causas), propiciando uma visualização prática das variáveis (causas-raízes) que afetam um processo analisado ou um problema, sendo uma das mais importantes ferramentas do ciclo de melhoria da qualidade de processos e uma das Sete Ferramentas do Controle da Qualidade. As causas são divididas em "famílias", podendo compreender: mão-de-obra, métodos, materiais, máquinas, medidas e meio ambiente (6 Ms) e, às vezes, também, dinheiro e gerenciamento (8 Ms). O Diagrama de Ishikawa constitui uma metodologia de análise sendo, portanto, um meio e não um fim. Tem muitas utilidades, como, por exemplo, análise de uma dada conjuntura ou problema; estabelecimento/retificação de uma norma ou de um procedimento operacional; introdução de melhorias; introdução/condução de atividades relativas à garantia ou ao controle da qualidade, círculos de controle da qualidade ou times da qualidade. É também uma ferramenta para análise de dispersão de processos. Proporciona ao gerente (ou responsáveis) por determinado processo melhor entendimento de que ele(s) tem (têm) autoridade sobre as causas e responsabilidades sobre os efeitos (resultados) de um processo. A análise da causa e efeito dos problemas que afetam a qualidade numa organização deve ser gerenciada pela alta administração (V.).

DIQUE

Corpo magmático intrusivo e discordante com as estruturas das rochas encaixantes.

 

 

E

 

 

 

ECOLOGIA

Ciência que estuda todas as relações entre os organismos atuais e os ambientes envolventes, a distribuição dos organismos nestes ambientes, bem como a natureza das suas interações.

EFEITO ESTUFA

Capacidade que a atmosfera da Terra apresenta de reter parte da radiação térmica emitida pela superfície do planeta. A luz solar atravessa a atmosfera e após ser interceptada e parcialmente absorvida pelas superfícies sólidas e massas d’água, é reemitida como radiação térmica (calor), que encontra dificuldade para sair da atmosfera. A atmosfera é transparente a luz, mas translúcida ao calor. O Efeito Estufa garante temperaturas mais altas na superfície da Terra, e minimiza as variações diárias e estacionais de temperatura. Sem este fenômeno a temperatura do planeta seria bem mais baixa. Entre os gases responsáveis pelo Efeito Estufa estão o CO2, o CH4 e o vapor d’água. Embora seja um fenômeno natural, a ação do Homem pode intensificá-lo, promovendo um aumento significativo da temperatura na superfície do planeta. Isto pode levar a reorganização climática, com derretimento de geleiras, elevação do nível dos mares, inundação de áreas, etc, com prejuízos a boa parte da população humana. A interferência do Homem neste fenômeno se dá, principalmente, pela queima de combustíveis fósseis e de florestas (biomassa), com o lançamento na atmosfera de grandes quantidades de CO2.

EFLUENTE

Qualquer tipo de água ou líqüido, que flui de um sistema de coleta, ou de transporte, como tubulações, canais, reservatórios, e elevatórias, ou de um sistema de tratamento ou disposição final, com estações de tratamento e corpos de água receptores.
Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

EMULSÃO

Mistura líqüida heterogênea constituída de duas ou mais fases, normalmente não miscíveis entre si, mas que são mantidas em suspensão uma na outra, graças a uma forte agitação ou devido à emulsionantes que modificam a tensão superficial.

ENCATAR O CLIENTE

Surpreender positivamente o cliente, excedendo suas expectativas no atendimento, no fornecimento e na qualidade dos produtos fornecidos ou serviços prestados.

ESCALA DE RINGELMANN

Escala gráfica utilizada para promover a avaliação colorimétrica da densidade de fumaça, sendo constituída de seis padrões com variações uniformes de tonalidades entre o branco e o preto. Os padrões são apresentados através de quadros retangulares, com redes de linha de espessura e espaçamento definidos, sobre um fundo branco. Os padrões são definidos como: Padrão 0, inteiramente branco; Padrão 1, reticulado com linhas pretas de 1 mm de espessura, deixando como intervalos, quadrados brancos com 9 mm de lado; Padrão 2, reticulado com linhas pretas de 2,3mm de espessura, deixando como intervalos, quadrados brancos com 7,7mm de lado; Padrão 3, reticulado com linhas pretas de 3,7mm de espessura, deixando como intervalos, quadrados brancos com 6,3mm de lado; Padrão 4, reticulado com linha preta de 5,5mm de espessura, deixando como intervalos, quadrados brancos com 4,5mm de lado; e Padrão 5, inteiramente preto.

EXCELÊNCIA VOLTADA AO CLIENTE (Foco no Cliente)

Diz-se das organizações que conhecem as atitudes, necessidades e expectativas do cliente, as concorrentes e as tendências tecnológicas, que antecipam-se às demandas do mercado, oferecem um conjunto de produtos e/ou serviços que atendam às necessidades e expectativas do cliente em condição de vantagem competitiva, entregam o que prometem e mantêm atitudes de cortesia nas relações com o cliente.

 

 

 

F

 

FAMÍLIA DE SOLOS

Denominação que corresponde ao 50 nível categórico na estruturação das classes de solos do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, sendo utilizado para atender funções pragmáticas. Na classificação desse nível categórico deve ser priorizado o emprego de características e propriedades que afetam o uso e o manejo do solo.

FEED BACK DE CLIENTE

Programa de realimentação e de ações corretivas, baseado em dados efetivos sobre a satisfação (e a insatisfação) do cliente com relação aos produtos e/ou serviços fornecidos pela empresa.

FERRAMENTAS DA QUALIDADE

Programa de realimentação e de ações corretivas, baseado em dados efetivos sobre a satisfação (e a insatisfação) do cliente com relação aos produtos e/ou serviços fornecidos pela empresa.

FLOCULAÇÃO

Método destinado ao tratamento de esgotos industriais, mais precisamente a sua parte não biodegradável, através da adição de produtos químicos ao esgoto, com o intuito de provocar a formação de flocos que retém os poluentes.

FLORA

Conjunto de entidades taxonômicas vegetais (espécies, gêneros etc.) que compõe a vegetação de um território de dimensões consideráveis, como por exemplo, a flora do cerrado.

FLORESTA

Conjunto de sinúsias dominado por fanerófitos de alto porte, e apresentando quatro estratos bem definidos: herbáceo, arbustivo, arvoreta e arbóreo. Deve ser também levada em consideração a altura, para diferenciá-la das outras formações lenhosas campestres. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

FOGO (GEMOLOGIA)

Denominação utilizada para as cintilações que apresentam as cores do espectro refletidas pelas facetas de uma gema lapidada, e devida à dispersão da luz.

FORNECEDOR

Organização ou pessoa contratada, setor interno ou funcionário que fornece produto, serviço ou informação.
Pessoa ou organização que fornece ou se obriga a fornecer um bem ou serviço, ou qualquer outra atividade inter-relacionada.
Exemplos de fornecedores: produtor/fabricante, distribuidor, Importador, montador, prestador ou organização de serviço. Em situações contratuais, fornecedor pode ser denominado "contratado".

FRENTE FRIA

Frente formada quando a superfície frontal se move em direção a uma massa de ar mais quente devido a maior intensidade de ação da massa fria. A substituição do ar quente pelo ar frio provoca mudanças rápidas na direção e intensidade dos ventos e, geralmente, são acompanhadas de aguaceiros fortes, porém de curta duração. Em um mapa do tempo, a posição na superfície é representada por uma linha com triângulos ou dentes estendidos para o ar mais quente.
Existem grandes diferenças de temperatura em qualquer lado da frente. Também existe uma troca de vento do sudeste adiante da frente fria para nordeste atrás dela. A troca de vento é causada por um cavado de pressão baixa.

 

G

 

 

 

GEADA

Congelamento do orvalho na superfície e que pode atingir diferentes intensidades.
Para ocorrer este congelamento não é necessário que a temperatura no ar esteja igual ou menor que 0°C, isto porque na superfície a temperatura pode ser até 5°C inferior a do ar, dependendo da perda radioativa da superfície. A temperatura na superfície é chamada de temperatura na relva. Portanto, com temperaturas de até +5°C podem ocorrer geadas. Quando se forma apenas uma camada de gelo na superfície é chamada de geada branca e quando a seiva das plantas congela, é chamada de geada negra. Esta última é a mais devastadora para as plantações, mas só ocorre em cidades muito frias, sendo que no Brasil afeta apenas as cidades serranas do sul. A geada negra muitas vezes se forma pelo fato do vento muito gelado congelar as plantas, sendo que muitas vezes nem chega a se formar gelo na superfície, pelo fato de ocorrer a qualquer hora do dia, quando o ar encontra-se mais seco. A geada branca atinge diferentes intensidades, sendo denominada de geada fraca quando a temperatura do ar encontra-se entre +3°C e +5°C, moderada quando a temperatura do ar está entre +1°C e +3°C, e geada forte quando a temperatura do ar é menor ou igual a 0°C. As geadas mais fortes são as geadas negras.

GELEIRA

Grande e duradoura massa de gelo formada nas regiões continentais, onde a precipitação da neve compensa a perda pelo degelo, motivo pelo qual a massa de gelo é conservada. Os dois tipos principais de geleira são as do tipo alpino, ou geleira de vale, e continental, também denominado inlandsis. Um terceiro tipo, intermediário, é o de piemonte.

GESTÃO AMBIENTAL

Identifica, mede, acumula dados, prepara, interpreta e comunica as informações financeiras e não-financeiras, para ajudar a avaliar os objetivos do desempenho ambiental corporativo. Condução, direção e controle de emissões antropogênicas e da preservação, e conservação dos recursos naturais, por meio de instrumentos que incluam medidas econômicas, desenvolvimento de tecnologias, formação de recursos humanos, regulamentos e normas, além da fiscalização.

 

 

H

 

 

 

 

HISTÓRICO DA QUALIDADE

(SIQ) Compilação de registros da qualidade de características de uma unidade de produto ou serviço (ou conjunto de unidades) que possibilita a avaliação da qualidade numa base seqüencial de tempo, normalmente apresentado sob a forma de gráficos. Pode-se usar o histórico da qualidade tanto internamente à empresa quanto para um ou mais fornecedores que produzam o mesmo produto ou prestem o mesmo serviço e, dessa forma, avaliar-se os comportamentos com relação à qualidade. O histórico da qualidade pode ser utilizado para estudos de capabilidade de processo e variabilidade de processo e projeto, de forma a dar base para efetivação de mudanças necessárias à melhoria da qualidade. Por outro lado, quando o histórico da qualidade de um determinado fornecedor mostrar-se satisfatório - ou seja, quando o produto ou serviço for constantemente de qualidade em todas as suas características - poderá reduzir o nível de inspeção, com conseqüente redução nos custos, tanto para o consumidor quanto para o fornecedor.

HORIZONTE (PEDOLOGIA)

Seção à superfície ou paralela a esta, de constituição mineral ou orgânica, resultante da atuação de processos pedogenéticos.

HOUSEKEEPING

Filosofia de trabalho que enfatiza a manutenção da ordem, limpeza, organização e segurança em todo e qualquer tipo de organização, área e departamento, de forma a contribuir para o bem-estar dos funcionários e minimizar riscos de acidente no trabalho. Os princípios básicos de um programa de housekeeping são: um local de trabalho limpo e arrumado é essencial para a segurança no trabalho e deve ser objetivo de todas as organizações e refletir o envolvimento de todos os níveis hierárquicos.
Pode ser resumida em uma única frase: manter um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.

 

 

I

 

ICEBERG

Grande massa de gelo flutuante que se desprendeu de uma geleira ou de uma capa de gelo, e que se apresenta com mais de 5m acima do nível do mar.

IMPACTO AMBIENTAL

Efeito de degradação do meio ambiente causado por um produto, em sua fabricação, utilização, embalagem ou descarte, ou por uma empresa. Qualquer alteração das propriedades físico-químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem-estar da população, as atividades sociais e econômicas, a biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente, enfim, a qualidade dos recursos ambientais.

INCERTEZA

(Confiab.) (Estat.) (Metrol.) a) Grau de erro cometido em resultados de medidas.
Indicação da presença de variabilidade ou erro no resultado de uma medição.
Este erro, sendo real ou correto, deve estar situado dentro da faixa delimitada pela incerteza. Os dois maiores componentes do erro são a tendência e o erro aleatório devido à imprecisão do processo de medição.
Estimativa que caracteriza a faixa de valores dentro da qual se encontra o valor verdadeiro da grandeza medida.
Exprime a diferença máxima aceitável entre uma medida e um valor tomado como exato. É avaliada por meio de intervalo ou faixa de valores (V. intervalo de confiança - IC), em torno do valor aceito.
A incerteza do sistema de medição é o parâmetro que melhor descreve a sua qualidade, pois expressa o maior erro que o mesmo poderá impor à medida ao longo de toda a sua faixa de medição especificada. Há dois tipos principais de incerteza: não qualificada (não existe preferência por algum valor dentro da faixa especificada) e qualificada (há um significado associado à incerteza e que indica o grau de confiança). Os termos incerteza e erro representam conceitos completamente diferentes e devem ser empregados adequadamente.

INMETRO

(Normal.) Autarquia federal criada em 11-12-73, vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, responsável pelas atividades de Metrologia Legal, Científica e Industrial, Normalização (Normas Brasileiras - NBR) e Certificação da Qualidade. Coordena, também, a Rede Nacional de Calibração e a Rede Nacional de Laboratórios de Ensaio.

INSATISFAÇÃO COM O PRODUTO OU SERVIÇO

Insatisfação do cliente com relação ao produto ou serviço, manifestada sob as formas de reclamações, devoluções ou reivindicações, incluindo processos judiciais.

ISHIKAWA, KAORU

Foi um dos pioneiros em atividades de controle de qualidade no Japão. Formado em Química Aplicada pela Faculdade de Engenharia de Tóquio, em 1939. Em 1943, desenvolveu o diagrama de causa-e-efeito (diagrama de Ishikawa, espinha de peixe ou análise de causa-e-efeito). Em 1947, foi contratado como docente do Quality Control Research Group e, em 1948, deu início a estudos relativos à metodologia estatística, por ter constatado a existência de dispersão de dados experimentais obtidos em laboratórios, o que dificultava muito as análises e conclusões. Em 1952, colaborou com a JUSE (Union of Japanese Scientists and Engineers) na organização de um Simpósio sobre Controle da Qualidade. Desde então, esse Simpósio tem sido realizado em conjunto com a solenidade de entrega do Prêmio Deming da Qualidade. Foi professor assistente da Universidade de Tóquio. Publicou diversos trabalhos e livros, dentre os quais: What is Total Quality Control? The Japanese Way, Quality Control Circles at Work e Guide to Quality Control. Alguns de seus pensamentos: "CQ começa na educação"; "Para que o CQ seja total e com a participação de todos, a educação deve ser conduzida desde o presidente até os operários"; "CQ é uma revolução da própria filosofia administrativa, o que exige uma mudança de mentalidade de todos os integrantes de uma organização, através de educação adequada"; "Contentar-se com as inconveniências não constitui nenhuma virtude".

ISO

ISO, ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, não é um acrônimo (ou seja, não é um substantivo cuja origem é uma sigla, mas que se pronuncia como uma palavra-prefixo-comum), é um prefixo derivado da palavra grega "ISOS" que significa "igual", e esta é a raiz da palavra. A sigla ISO é usada em todo o mundo para denotar a International Organization for Standardization, desta forma evitando-se uma abundância de acrônimos resultantes das traduções para diferentes línguas: IOS em inglês, OIN em francês (Organization Internationale de Normalisation) e em português etc. Portanto, para todos os países, o prefixo ISO passou a ser também a sigla da Organização.
(Normal.) Criada em 1946 por 25 países, entre desenvolvidos e em desenvolvimento - inclusive o Brasil - a ISO é sediada em Genebra, na Suíça. Apareceu como um desdobramento do International Electrotechnical Committee (IEC), fundado em 1910, para criar normas técnicas destinadas a compatibilizar os interesses entre clientes e fornecedores e subsidiar contratos comerciais. A ISO é uma Organização não governamental e, diferentemente do que registram alguns livros, não é parte integrante da Organização das Nações Unidas - ONU. Seus membros, representantes de 113 países, não fazem parte de delegações governamentais, mas de organizações ou institutos nacionais de normalização. Todas as normas desenvolvidas pela ISO têm caráter de aplicação voluntária pelos seus membros - a ISO não tem poder de legislação ou regulamentação; apesar disso, o fato de elas serem desenvolvidas em resposta a uma demanda e serem baseadas em consenso entre as partes interessadas garante o seu uso difundido.
Não faz parte da missão da ISO verificar se as normas por ela publicadas estão sendo implantadas e implementadas por seus usuários - isto é feito por fornecedores e seus clientes do setor privado e por organização de normalização quando as normas passam a ser incorporadas em legislação de algum país. Existem muitas organizações de auditoria em qualidade e laboratórios que oferecem serviços independentes nessa área (conhecidos como "terceira parte"). A ISO, contudo, não tem autoridade para controlar essas atividades.

ISO 9000

(Normal.) Série de normas internacionais que tratam da gestão e garantia da qualidade que têm sido adotadas em mais de setenta países e que estão sendo implementadas por milhares de fabricantes de produtos e prestadores de serviços dos setores público e privado.
A ISO 9000 foi criada em 1979 com a missão de unificar em uma série de normas às normas nacionais e multinacionais existentes na área de sistemas da qualidade para uso militar, nuclear, industrial e comercial. Em 1987, foram oficialmente publicadas as Normas ISO Série 9000 em nível mundial e, em 1990, no Brasil.

ISO 14000

É uma série de padrões internacionalmente reconhecidos para restruturar o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) de uma organização e o gerenciamento do desempenho ambiental.

 

 

 

J

 

 

 

 

JUNÇÃO TRIPLA

Ponto no qual três placas litosféricas se encontram. As junções podem ser constituídas pelas combinações de rift (R), e transcorrência (T) promovendo diversas configurações tais como RRT ou TTR. Ponto triplo.

JURAN, JOSEPH

Graduado em engenharia e direito, seguiu uma variada carreira em gerenciamento como engenheiro, empresário, administrador governamental, professor universitário, diretor corporativo e consultor em gerenciamento. É o autor de Quality Control Handbook, trabalho de referência padrão internacional sobre o assunto. Na área de gerenciamento geral, o livro do Dr. Juran, Managerial Breakthrough, generaliza os princípios de se criar alterações benéficas (inovações) e de se prevenir alterações adversas (controle). Seu livro The Corporate Director (com J.K. Louden) generaliza o trabalho da Junta de Diretores corporativa. Seu livro Upper Management and Quality é um manual pioneiro de treinamento no assunto. Possui 11 livros publicados e centenas de artigos. Presta serviços, como consultor, a várias empresas industriais e de serviços, públicas e privadas. Recebeu mais de 30 medalhas e outras honrarias conferidas por sociedades profissionais e honorárias em doze países. A última foi a Ordem do Tesouro Sagrado, conferida pelo imperador do Japão pelo "desenvolvimento do Controle da Qualidade no Japão e pelo estímulo à amizade entre os Estados Unidos e o Japão".
"Adequação ao uso" é o conceito de Juran sobre a qualidade, a sua maneira de expressar o desejo do cliente. Considera três pontos fundamentais para implantação da qualidade em uma organização: o papel da alta gerência na liderança da responsabilidade pela mudança, o treinamento de todos os funcionários, a melhoria rápida, até mesmo de uma maneira revolucionária.

 

 

 

 

L


 


LÃ DE ROCHA

Produto obtido a partir da fusão de certos tipos de rochas, submetidas a determinados processos que permitem a passagem do estado líquido para o estado sólido fibroso.

LAGO

Corpo de água parada, em geral doce, embora possam existir aqueles com água salgada, como acontece nas regiões de baixa pluviosidade.

LÁTEX

Suco leitoso originado de certas plantas, a partir do qual é obtida a borracha. Freqüentemente possui uma substância orgânica coloidal denominada cautchu.

LEAD ASSESSOR

Denominação concedida a profissional registrado no IQA, Reino Unido, como Auditor Líder da Qualidade.

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

Conjunto de regulamentos jurídicos destinados especificamente às atividades que afetam a qualidade do meio ambiente.

LEITO FLUVIAL

Parte mais baixa do vale de um rio, modelado pelo escoamento da água, ao longo da qual se deslocam em períodos normais, água e sedimentos.

LISTA DE VERIFICAÇÃO

Documento que relaciona ações e providências relativas a tarefas e atividades de execução, análise, controle, auditoria ou garantia da qualidade, estabelecidas em manuais, procedimentos ou instruções do sistema da qualidade, com objetivo de chamar a atenção, orientar, padronizar e registrar essas ações e providências. Pode ser usada também em avaliação de materiais, itens, produtos, serviços, processos, procedimentos, projetos e sistemas. A maior limitação do seu emprego é que, muitas vezes, o que não foi listado passa despercebido.

LOTE

(Estat.) (Gen.) (Insp.) Quantidade definida de material, itens, unidades de produto ou serviço a serem produzidas, em fase de produção ou já produzidas, sob condições uniformes e dentro de um mesmo período de tempo. É utilizado para fins de produção, compra, fornecimento, expedição, embarque, amostragem, inspeção ou controle.
Os lotes devem ser compostos de unidades do mesmo tipo, grau, classe, forma e composição.

 

 

M

 

 

MADEIRA AGLOMERADA

Composto de partículas de madeira ou outro material fibroso-celulósico, aglomerado com resinas sintéticas termo-durecíveis e moldado em forma de lâminas mediante a aplicação de calor e pressão.

MADEIRA BRANCA

Denominação vulgar dada a toda madeira que independentemente de sua coloração, apresenta baixa resistência à ação dos agentes deterioradores.

MANANCIAL

Qualquer corpo d’água superficial ou subterrâneo, que serve como fonte de abastecimento. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

MANEJO

Interferência planejada e criteriosa do homem no sistema natural, para produzir um benefício ou alcançar um objetivo, favorecendo o funcionalismo essencial desse sistema natural. É baseado em método científico, apoiado em pesquisa e em conhecimentos sólidos, com base nas seguintes etapas: observação, hipótese, teste da hipótese e execução do plano experimental.

MANEJO FLORESTAL

Ramo da ciência florestal que trata da prévia aplicação de sistemas silviculturais que propiciem condições de uma exploração anual ou periódica dos povoamentos, sem afetar-lhes o caráter de patrimônio florestal permanente.

MANGUEZAL

Ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos sujeitos à ação das marés e localizados em áreas relativamente abrigadas, tais como baías, estuários e lagunas (ambientes estuarinos de baixa energia). São normalmente constituídos de vasas lodosas recentes, às quais se associam um tipo particular de flora e fauna.

MANUAL DA QUALIDADE

(MQ) Documento que descreve o sistema da qualidade de uma organização, especificando a política, diretrizes, atribuições, responsabilidades e procedimentos adotados para a execução de todas as atividades que possam vir a influenciar a qualidade, bem como as formas de controle. É o principal documento utilizado na concepção e implementação de um sistema da qualidade, servindo também como referência permanente para a implementação e manutenção desse sistema. Em grandes empresas, a documentação relativa ao sistema da qualidade pode tomar várias formas, como por exemplo: um manual da qualidade global, manuais setoriais da qualidade e manuais da qualidade específicos (projeto, engenharia do produto, aquisição, instruções de trabalho, um produto/serviço, todas as linhas de produto/serviço, facilidades etc.). Para estes casos, deve-se qualificá-lo especificamente: manual da qualidade do projeto, manual da qualidade do produto etc. Devem ser estabelecidos métodos para se efetuar alterações, modificações, revisões ou adições no conteúdo do manual da qualidade. É praxe o presidente ou o principal executivo da organização aprovar e assinar a política da qualidade contida no manual da qualidade.

MAPEAMENTO DE PROCESSO

Conjunto de atividades sistematizadas com objetivos de atribuir responsabilidades; identificar atividades fragmentadas por diversos departamentos ou áreas, as quais devem ser reagrupadas; determinar atividades repetitivas sem valor agregado ou que não possuem cliente, as quais devem ser eliminadas; identificar desperdícios, gargalos, burocracia, perdas de tempo, duplicações e repetições, a fim de eliminá-los; identificar tarefas que, mesmo acrescentando valor, podem ser simplificadas; e descobrir atividades auxiliares que não fazem parte da missão da empresa e que podem ser terceirizadas com vantagens operacionais de qualidade e custo.

MAR

Corpo de água salgada menor do que um oceano.

MASP

Método de Análise e Solução de Problemas.

MATRIZ DE AÇÕES CORRETIVAS

Ferramenta utilizada por um grupo de trabalho, equipe de projeto ou time da qualidade para ilustrar o relacionamento existente entre um problema, as causas-raízes, as ações corretivas para cada causa-raiz e o(s) método(s) prático(s) para cada ação corretiva, bem como para avaliar a eficácia de cada ação corretiva e a viabilidade de cada método prático. O grupo atribui notas para a eficácia da ação corretiva, considerando o quão eficaz será a ação corretiva na eliminação ou redução da causa-raíz associada ao problema, e para a viabilidade de implantação do método prático. As notas variam de 1 a 5, sendo 1 = muito; 2 = baixa; 3 = moderada; 4 = alta e 5 = muito alta. Exemplo de uma matriz de ações corretivas.

MEIO AMBIENTE

Conjunto dos agentes físicos, químicos, biológicos e dos fatores sociais susceptíveis de exercerem um efeito direto ou mesmo indireto, imediato ou a longo prazo, sobre todos os seres vivos, inclusive o homem.

MELHORIA CONTÍNUA DA QUALIDADE

Esforço contínuo de melhoria da qualidade, sustentado no decorrer do tempo, que age sobre os processos, produtos e serviços, em termos humanos e tecnológicos, com o objetivo de garantir que o nível de qualidade seja sempre mais alto do que o custo competitivo. É uma responsabilidade de todos em uma organização e resultados significativos só são possíveis através do comprometimento e ação da alta administração.

MÊS DA QUALIDADE

Instituído no Japão em 1960, desde então é celebrado em novembro de cada ano. É promovido por uma comissão onde participam a JUSE - Union of Japanese Scientists and Engineers, JSA - Japanese Standards Association, JPC - Japan Productivity Center, Agência para Ciência e Tecnologia Industrial do Ministério da Indústria e do Comércio Industrial, Associação Japonesa da Radiodifusão, Associação dos Consumidores Japoneses e outras agremiações técnico-científicas.
Nos Estados Unidos a qualidade atingiu o auge de aceitação e visibilidade em 1984, quando o presidente Ronald Reagan designou outubro como o "Mês da Qualidade" o que, segundo esperava, sinalizaria "ao povo americano a importância da qualidade máxima em tudo aquilo que fazemos".

MÊS DA QUALIDADE NO BRASIL

Foi instituído, a partir de 1990, o mês de novembro como o Mês da Qualidade no Brasil, com a finalidade de estabelecer marcos de referência para o desenvolvimento do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP). No primeiro ano, o Mês da Qualidade no Brasil marcou a conclusão do detalhamento do Programa e a apresentação dos seus primeiros resultados. A partir de então, o Mês da Qualidade no Brasil passou a ser dedicado à avaliação periódica dos resultados alcançados pelo Programa, com vistas ao seu contínuo aprimoramento.
V. Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (FPNQ); Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ); Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP).

MISSÃO

Razão de ser de uma organização, (diretoria, departamento, função etc.); finalidade precípua e permanente que a identifica.
O estabelecimento da missão explicita o negócio e ajuda na identificação dos clientes, mercados, produtos e/ou serviços, orientando o esforço conjunto de todos na organização.

MONITORAMENTO AMBIENTAL

Acompanhamento periódico através de observações sistemáticas de um atributo ambiental, de um problema ou situação através da quantificação das variáveis que o caracterizam. O monitoramento determina os desvios entre normas preestabelecidas (referenciais) e as variáveis medidas

 

 

N

 

 

NÃO-CONFORMIDADE

Estado ou condição de um sistema, processo, produto, ou serviço em que há uma ou mais características não-conformes com a especificação ou outro padrão de desempenho ou inspeção.
Qualquer falha em atender as necessidades e/ou expectativas do cliente.
Qualquer defeito de um item quanto aos requisitos especificados para qualquer característica da qualidade.
Qualquer desvio em relação à normalidade que possa vir a comprometer o sucesso de uma atividade, processo, projeto, empreendimento, produto ou serviço.
Qualquer desvio de especificação, documentação, método ou procedimento.
A não-conformidade de um produto ou serviço com características de qualidade requeridas pode ser expressa em "Porcentagem Defeituosa" - PD ou em "Defeitos por Cem Unidades" - DCU.
Em termos amplos, uma não-conformidade pode abranger deficiência de ação ou documentação exigida ou necessária a um projeto, norma, contrato, produto ou serviço, e pode tornar a qualidade inaceitável ou indeterminada. Toda não-conformidade exige ação corretiva.

NECESSIDADES DE CLIENTES

Expectativas e desejos dos clientes em relação a um produto ou serviço. Essas necessidades se manifestam nas seguintes dimensões: valor ou utilidade, urgência, forma em que prefere ter atendida a sua necessidade, e sua capacidade de compra.

NEONTOLOGIA

Ramo da biologia voltada ao estudo dos organismos modernos, isto é, ainda viventes. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

NÉVOA

Fenômeno que reduz a transparência da atmosfera ocasionado pela concentração de finas partículas de sal dos oceanos, poeiras ou gotículas da água em suspensão na baixa atmosfera quando o ar apresenta-se estável.

NICHO ECOLÓGICO

Local restrito de um habitat onde existem condições especiais de ambiente.

NORMA

Resultado de um processo de normalização (V.) realizado em um certo âmbito e homologado por uma autoridade reconhecida, que pode tomar a forma de um documento normativo, o qual contém uma série de condições que devem ser cumpridas e persegue o fim de máxima economia global, segurança e fixação do conhecimento.
Referência resultante de uma escolha coletiva, visando a servir de base a entendimentos repetitivos.
Ponto de referência ou critério-padrão ao qual um sistema, processo, produto ou serviço deve corresponder.
Tipo de documento normativo que contém descrições e prescrições que estabelecem os procedimentos técnicos adotados, definem valores, fazem recomendações, estabelecem limites e regras de maneira ordenada, uniformizam termos e símbolos.
Todas as normas devem ser preferencialmente estruturadas de acordo com a seguinte organização básica:

Objetivo
Campo de Aplicação
Documentos Complementares
Definições
Condições Gerais
Condições Específicas
6.1 - Condições de Segurança e Higiene Industrial

NORMALIZAÇÃO

Processo de estabelecer e aplicar regras para abordar ordenadamente uma atividade específica para o benefício e com a participação de todos os interessados e, em particular, para promover a otimização da economia, levando em consideração as condições funcionais e as exigências de segurança e meio ambiente.
Unificação e simplificação de tipos de bens e serviços, destinados a diminuir o seu número e a especificar suas características da qualidade.
Conjunto de normas relativas à fabricação, manutenção, operação, prestação de serviços, dados técnicos relativos à apresentação de documentos etc.
A normalização pode ser aplicada em três níveis: numa empresa (normalização interna), nacional (por setores) e internacional. É de utilização facultativa, podendo, porém, se tornar obrigatória quando houver concordância entre as partes envolvidas – a regulamentação é de uso obrigatório.

NUVEM

Agregado constituído por gotículas de água, extremamente pequenas, de cristais de gelo, ou de uma mistura de ambas, que apresenta sua base bem acima da superfície terrestre. A nuvem é formada principalmente devido ao movimento vertical do ar úmido, como na convecção, ou ascensão forçada sobre áreas elevadas, ou ainda no movimento vertical em larga escala associado a frentes e depressões.

Com base no aspecto, estrutura, forma ou aparência e também altura de ocorrência, as nuvens são classificadas em dez tipos básicos.

 

 

O

 

 

OBJETIVO EM QUALIDADE

Condição, estado, padrão ou resultado quantificado da qualidade desejada, a ser perseguido, alcançado e mantido em um período de tempo previamente estabelecido. Qualquer que seja o objetivo em qualidade, deve ser monitorado por meio de indicadores apropriados e pode ser revisto segundo resultados já alcançados.

OCEANIZAÇÃO

Conversão da crosta continental em crosta oceânica.

OCCUPATIONAL HEALTH AND SAFETY ASSESSMENT SERIES (OHSAS)

Série de normas sobre saúde ocupacional e segurança no trabalho, em âmbito internacional. Em 1999 foi emitida a OHSAS 18001 sobre: Sistema de Gestão de Saúde Ocupacional e Segurança no Trabalho, totalmente compatível com os modelos ISO 9001 e ISO 14001, possibilitando a obtenção de certificado.

ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO

Organismo imparcial, governamental ou não, ou a organização da qualidade do fornecedor, que goza da necessária competência, confiabilidade e integridade para certificar um sistema da qualidade, compreendendo os serviços e operações necessárias, por meio do qual estão representadas todas as partes que dizem respeito ao funcionamento do sistema.

ORGANIZAÇÃO

Empresa, firma, instituição, estabelecimento, empreendimento ou grupo, público ou privado, que compra e vende materiais, itens, produtos ou presta serviços, com ou sem finalidade lucrativa.
Estruturação de uma empresa constituída pela divisão de suas atividades em funções, subfunções e tarefas elementares.
Relações pessoais de uma empresa, fundadas nas relações estruturais e funcionais entre as suas várias partes.

OXIDAÇÃO (QUÍMICA)

Perda de elétrons ou aumento do número de valência positiva ou diminuição da negativa de um átomo.

OXIDAÇÃO (Geologia Econômica)

Processo de formação de jazimentos minerais, por efeito da meteorização, podendo constituir uma zona superior de minerais oxidados e uma outra, inferior, de enriquecimento supergênico, permanecendo inalterada a zona mineralizada primária.

OXISSOLO

Classe de solos do sistema abrangente de classificação americana de solos, que apresenta um horizonte óxido dentro de 2m da superfície ou plintita como uma fase contínua dentro de 30cm da superfície, e que não apresenta um horizonte B espódico ou horizonte B textural acima do horizonte B óxido.

OZONOSFERA

Ver camada de ozônio.

 

 

P

 

 

 

 

PADRONIZAÇÃO

Uniformização de materiais, itens, produtos, serviços, métodos, processos, procedimentos etc., pela adoção de modelos.
Redução do número de características ou especificidades de um sistema ou redução do número de formas que podem variar ou interagir.
Aplicação de normas a um ciclo de produção ou a todo um setor industrial, comercial ou prestador de serviços.
V. Características da Qualidade; Documento da Qualidade; Especificação; Norma de Padronização; Normalização; Padrão; Requisitos da Qualidade; Requisitos Válidos.

PARCERIA CLIENTE-FORNECEDOR

Prática de relacionamento de longo prazo entre fornecedor e comprador, caracterizada pelo trabalho conjunto, colaboração, comprometimento e confiança mútua. O comprador fornece contrato de mais longo prazo e se utiliza de um menor número de fornecedores. O fornecedor garante a qualidade do produto/serviço, minimizando ou eliminando a necessidade de inspeção de recebimento pelo comprador, e trabalha em conjunto com o comprador para reduzir custos e otimizar processos, produtos/serviços. Neste tipo de relacionamento, o fornecedor é considerado como uma extensão da organização do comprador e vice-versa, de forma a que ambos atinjam sucesso no mercado. É prática comum em empresas de classe mundial.

PARALELO

Círculo da superfície da Terra, paralelo ao plano de equador, e que une todos os pontos de mesma latitude.

PASTA DE MADEIRA

Madeira triturada mecanicamente ou digerida quimicamente, para ser utilizada na fabricação de papel e de produtos derivados.

PAVIMENTO DE EROSÃO

Camada constituída por fragmentos grosseiros, como areia e cascalho, que permanecem na superfície do terreno após a remoção das partículas finas (argila e silte) pela erosão.

PERFIL DO SOLO

Seção vertical do solo através de todos os horizontes pedogeneticamente inter-relacionados e também as camadas mais profundas, ou mesmo próximas à superfície, que tenham sido pouco influenciadas pelos processos pedogenéticos.

PETRÓLEO

Substância natural encontrada na crosta terrestre, especialmente em camadas sedimentares sob as formas líqüida, gasosa ou sólida, com cores diversas, podendo chegar até o preto, sendo, contudo a mais comum, a verde oliva escura. Representa uma complexa mistura de hidrocarbonetos com pequenas quantidades de outras substâncias (compostos heteroatômicos) e que fornece através da destilação: gasolina, nafta, querosene, asfalto, dentre outros.

PH

Parâmetro químico que indica a concentração de íons de hidrogênio em uma solução aquosa; variando de 0 a 14, sendo 7 o neutro. Valores abaixo de 7 indicam uma solução ácida (corrosiva) e acima, básica (incrustante).

PLANEJAMENTO DA QUALIDADE

Conjunto de atividades que visam determinar as necessidades e expectativas do cliente e desenvolver produtos, serviços e processos para suprir essas necessidades e expectativas.
Atividades que estabelecem os objetivos e os requisitos para a qualidade e para as aplicações dos elementos do sistema da qualidade (incluindo organização e programação de implantação), abrangendo o planejamento do produto/serviço, planejamento gerencial, planejamento operacional, preparação de planos da qualidade e provisões para melhoria da qualidade.
Conjunto de atividades que visam identificar necessidades e expectativas de clientes e desenvolver processos e/ou produtos e/ou serviços, prevendo e provendo os recursos necessários para suprir estas necessidades e expectativas.
O resultado final de um planejamento da qualidade é uma lista de ações a serem realizadas, responsabilidades e prazos.

PLANO DE INSPENÇÃO

Procedimento documentado que apresenta a seqüência de atividades de natureza técnica e administrativa para a realização de uma determinada inspeção de um item, material, produto ou serviço. Relaciona os pontos de inspeção, inclusive os pontos de espera, as características a serem inspecionadas em cada ponto, as ações, métodos e critérios a serem utilizados. É aplicado a projeto, fabricação, produção, construção, montagem e condicionamento de produtos (sentido amplo) e serviços. Deve ser elaborado um plano de inspeção para cada tipo ou família de produto ou serviço.

POLÍTICA DA QUALIDADE

Conjunto das intenções, diretrizes e objetivos de uma organização relativos à qualidade, formalmente expressos pela alta administração. É um guia de ação gerencial. É de responsabilidade da alta administração definir e documentar a política da qualidade, o seu compromisso com a mesma e assegurar que essa política é compreendida, está implementada e que será mantida em todos os níveis da organização. A política da qualidade é um dos elementos da política da organização e, como tal, tem que ser coerente com todas as demais políticas.
Sempre que necessário, devem ser definidos objetivos específicos da qualidade (por divisão, departamento, área, linha de produtos ou serviços etc.) coerentes com a política da qualidade da organização.
Cabe também à alta administração definir objetivos pertinentes aos elementos-chave da qualidade, como satisfação do cliente, desempenho, segurança, confiabilidade e adequação ao uso.
Exemplos: "Nossos produtos (serviços) devem exceder, ou ao menos igualar, a qualidade dos produtos dos nossos concorrentes"; "Nossos produtos (serviços) devem satisfazer as necessidades e as expectativas dos nossos clientes".

POLUIÇÃO

Degradação da qualidade ambiental resultante das atividades que direta ou indiretamente prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, criem condições adversas às atividades sociais e econômicas, afetem desfavoravelmente a biota, afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente, e lancem materiais ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.

POLUIÇÃO INDUSTRIAL

Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas do meio ambiente, causadas por qualquer forma de energia ou de substâncias sólida, líqüida ou gasosa, ou combinação de elementos, despejados pelas indústrias, em níveis capazes, direta ou indiretamente, de prejudicar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, criar condições adversas às atividades sociais e econômicas, ocasionar danos à flora, à fauna e a outros recursos naturais.

PROTOCOLO DE KIOTO

Acordo internacional assinado por vários países, entre eles o Brasil, que tem como objetivo principal estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que não desencadeie mudanças drásticas no sistema climático mundial, assegurando que a produção de alimentos não seja ameaçada, que o crescimento econômico prossiga de modo sustentável e que não haja a elevação do nível dos mares. Pelo Protocolo de Kioto os países mais industrializados deveriam reduzir a emissão de gases de efeito estufa, principalmente de CO2, em 5,0 %, tendo como referência o nível registrado de emissões em 1990. Para tal seriam incentivados os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) e o Comércio de Emissões. O Acordo ainda não foi implementado, embora alguns países industrializados já o estejam implementando (Japão, Comunidade Européia).

PRÉ-AUDITORIA DA QUALIDADE

Avaliação anterior à auditoria de sistema da qualidade cuja ênfase está em análise da documentação da qualidade da organização ou área auditada.

PROCEDIMENTO DA QUALIDADE

Conjunto de orientações emitidas pelo departamento da qualidade (ou seu representante), para comunicar métodos estabelecidos para o desempenho operacional e administração das atividades relacionadas à qualidade de produtos e serviços da organização.
Os procedimentos da qualidade proporcionam informações resumidas sobre determinado assunto. Havendo necessidade de maior detalhamento, este deve constar de um procedimento de trabalho ou instrução de trabalho, que define como uma atividade é executada.
Os tópicos de que se compõe um procedimento da qualidade são: finalidade, aplicação, definições, procedimentos e registros.

PROCESSO

Combinação lógica de máquinas, métodos, mão-de-obra, materiais (4M), management (administração, gestão ou gerenciamento), money (dinheiro) (6M) e meio ambiente (7M) empregada para produção de produtos e/ou serviços, incluindo informações sobre os produtos/serviços e sobre o próprio processo.
Organização lógica e detalhada de pessoas, máquinas, materiais, procedimentos e energia em uma série de atividades de trabalho e funções, de forma a produzir um trabalho final específico (output ou produto do trabalho).
Conjunto de atividades planejadas e interrelacionadas, realizadas com o objetivo de gerar produtos e/ou serviços que atendam as necessidades de clientes, sejam internos ou externos.
Quaisquer que sejam os fatores, sua combinação deve ser definível, repetível e previsível.

PROGRAMA DE AUDITORIA DE DOCUMENTOS NORMATIVOS

Documento que relaciona os documentos a serem auditados, as datas das auditorias e os responsáveis.

 

Q

 

 

 

QUALIDADE

Diversos especialistas estabeleceram (propuseram) conceitos - o uso da palavra "definições" deve ser evitado - sobre qualidade, sendo os mais difundidos os seguintes:

Armand Feigenbaum (V.): "qualidade é a composição total das características de marketing, engenharia, fabricação e manutenção de um produto ou serviço, através das quais o mesmo produto ou serviço, em uso, atenderá às expectativas do cliente".
J.M. Juran (V.): "o nível de satisfação alcançado por um determinado produto no atendimento aos objetivos do usuário, durante o seu uso, é chamado de adequação ao uso. Este conceito de adequação ao uso, popularmente conhecido por alguns nomes, tal como qualidade, é um conceito universal aplicável a qualquer tipo de bem ou serviço".
William Edwards Deming (V.): "qualidade é a satisfação do cliente" e "melhoria contínua".
Philip Crosby (V.): "qualidade é conformidade com os requisitos".
Para a American Society for Quality Control - ASQC (V.), "qualidade é a totalidade de requisitos e características de um produto ou serviço que estabelece a sua capacidade de satisfazer determinadas necessidades".
Para a International Organization for Standardization - ISO (V.), "qualidade é a totalidade de características de uma entidade (V.) que lhe confere a capacidade de satisfazer as necessidades explícitas e implícitas".
De forma sucinta, qualidade é o que o cliente quer e como ele julga. É um conceito sistemático de busca da excelência. A qualidade de um mesmo produto/serviço pode ser diferente para diferentes clientes e pode ser diferente para o mesmo cliente em diferentes tempos ou condições.
A qualidade de um produto ou serviço é influenciada por muitos estágios de atividades interdependentes, tais como: projeto, operações de produção ou serviço e manutenção. A obtenção da qualidade satisfatória do ponto de vista econômico envolve todas as fases dentro do ciclo da qualidade (espiral da qualidade) como um todo. As contribuições destas várias fases à qualidade às vezes são identificadas separadamente, por prioridade, como por exemplo: qualidade da definição das necessidades, qualidade do projeto do produto ou serviço, qualidade da implementação, qualidade quanto à assistência técnica.

QUALIFICAÇÃO DO FORNECEDOR

Ato em que o comprador (2ª parte) avalia o seu fornecedor (1ª parte), de modo a verificar se o produto, serviço, processo ou sistema está em conformidade com uma norma ou outro documento normativo especificado.
Indicação ou julgamento de que um fornecedor de um produto ou serviço está ou não de acordo com os requisitos das especificações relevantes, contratos ou regulamentos.

QUEBRA-VENTOS

Método que consiste em estabelecer uma barreira densa de árvores, colocadas a intervalos regulares no terreno, em regiões sujeitas a forte ventos, de modo a formarem anteparos contra os ventos dominantes, impedindo deste modo a erosão eólica. Os mais eficientes são aqueles que possuem diferentes espécies de plantas, com as de menor porte colocadas na frente, com o aumento gradual do porte.

 

 

 

R

 

 

 

RADIOATIVIDADE

Variação nuclear espontânea caracterizada pela emissão de uma radiação. É a transformação (imprevista) de um nuclídeo em outro, a qual independe de condições físicas e químicas.

RAMPA DE EROSÃO

Feição topográfica que apresenta declividade bastante suave, associada às áreas de baixa encosta.

RASTREABILIDADE

Capacidade de rastrear a aferição de equipamentos de medida a um padrão nacional ou internacional, a um padrão reconhecido ou propriedades ou constantes físicas básicas, normalmente por meio de uma série de aferições de padrão de nível intermediário.
Estabelecimento de aferição válida de um instrumento de medição ou padrão de medida por comparação passo a passo com padrões que se encontrem num nível superior da escala de hierarquia de padrões. V. Hierarquia de Padrões.
Capacidade de relacionar resultados individuais de medição com o padrão de referência nacional, por meio de uma série consecutiva e contínua de medições.

(SIQ)Capacidade de se conhecer o histórico, aplicação ou localização de um material, item, produto, serviço, processo ou atividade, dentro de limites previamente estabelecidos, por meio de identificação/codificação registrada por gravação ou outro meio consistente.
Habilidade de rastrear passos operacionais, avaliação, registros de medição, cálculos ou dados gerados ao longo do ciclo da qualidade de um material, item, produto, serviço ou processo.

RECERTIFICAÇÃO

Exigência prevista em contrato e/ou em norma para que empresas certificadas sejam submetidas periodicamente à uma reauditoria completa.

RECURSOS HÍDRICOS

Quantidade das águas superficiais e/ou subterrâneas, presentes em uma região ou bacia, disponíveis para qualquer tipo de uso.

RECURSOS NATURAIS

Denominação aplicada a todas as matérias - primas, tanto aquelas renováveis como as não renováveis, obtidas diretamente da natureza, e aproveitáveis pelo homem.

REGIÃO ECOLÓGICA

Conjunto de ambientes marcados pelo mesmo fenômeno geológico de importância regional, que foram submetidos aos mesmos processos geomorfológicos, sob um clima também regional, que sustentam um mesmo tipo de vegetação.
Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

REGISTRO DA QUALIDADE

(SIQ) Conjunto de documentos ou informações registradas, por qualquer meio, tais como relatórios de auditoria, certificados de análise, atas do conselho da qualidade, relatórios de times da qualidade, coleta de dados resultantes de inspeção ou análise de discrepâncias, análise crítica de dados etc., que são elaborados, atualizados e conservados com o objetivo de demonstrar que a qualidade requerida é obtida e que o sistema da qualidade funciona eficazmente, pois em grande parte a rastreabilidade do produto ou serviço depende essencialmente desta condição.

RELATÓRIO DE AÇÕES CORRETIVAS

(RAC) Documento que relaciona ações a serem implementadas a fim de eliminar as causas e condições adversas à qualidade e evitar repetições.
Documento enviado a um fornecedor informando as não-conformidades apontadas em auditoria da qualidade de seu sistema, processo, produto ou serviço.
REQUISITO DE CLIENTE
Desejos e expectativas do cliente em relação a um determinado produto a ser entregue ou serviço a ser prestado por um fornecedor interno ou externo.

REJEITO (MINERAÇÃO)

Um dos produtos do tratamento de minérios, que contém maior proporção de ganga ou minerais de valor secundário em relação aos demais produtos obtidos em uma dada operação.

REJEITO RADIOATIVO

Todo e qualquer material resultante de atividades humanas que contenha radionuclídeos em quantidades superiores aos limites estabelecidos, no Brasil, pela CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear, e cuja reutilização é imprópria ou não prevista. Resolução CONAMA nº 024, de 07 de dezembro de 1994.

RESERVA BIOLÓGICA

Área de domínio público, compreendida na categoria de Áreas Naturais Protegidas, criada com a finalidade de preservar ecossistemas naturais que abriguem exemplares da flora e da fauna nativas.

RESERVA FLORESTAL

Área extensa, em estado natural, protegida pela legislação federal ou estadual, sem ocupação humana até que possa ser objeto de pesquisa e ter seus recursos sustentavelmente utilizados.

RESÍDUO SECO

Parâmetro químico que indica a quantidade de íons dissolvidos em soluções aquosas. É obtido por evaporação em estufa.

RESÍDUOS SÓLIDOS

Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades da comunidade, de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição de ruas. Inclui ainda determinados líquidos cujas particularidades tornam inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos de água, ou que exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.

RETRABALHO

Qualquer processo pelo qual um material, item, produto ou serviço defeituoso ou não-conforme é submetido à repetição de operações do processo produtivo de modo a satisfazer os requisitos originalmente especificados e, portanto, torná-lo em condições de ser aceito.

ROCHA

Agregado natural de substâncias minerais, resultantes de um processo geológico determinado e que constitui parte essencial da litosfera.

 

 

 

S

 

SALINIDADE DO SOLO

Quantidade de sais solúveis em determinado solo.

SATISFAÇÃO DE CLIENTES

Estado de aceitação positiva com determinada situação.
Atendimento aos requisitos da qualidade esperados ou acordados com os clientes.
Reação do usuário que recebe produtos e/ou serviços visivelmente superiores a quaisquer outros do mercado, e no prazo. A satisfação de clientes é o resultado de antecipar e superar suas necessidades e expectativas implícitas e explícitas e deve ser a razão de ser de todas as organizações.

SECO

Fenômeno climático caracterizado pela ausência prolongada ou deficiência acentuada de chuvas.

SEDIMENTAÇÃO

Deposição de material sob a forma sólida em condições físicoquímicas normais na superfície terrestre. O material pode ser de origem inorgânica (proveniente da destruição de rochas preexistentes) ou de origem orgânica, por meio de processos biológicos. A sedimentação pode realizar-se em meio aéreo ou aquoso. Inicia-se quando a força de transporte é sobrepujada pela da gravidade (sedimentos clásticos) ou quando a água se torna supersaturada em um dos solutos (sedimentos químicos) ou por atividade ou morte de organismos (sedimentos orgânicos, stricto sensu).

SERVIÇOS AMBIENTAIS

Conceito associado à tentativa de valoração dos benefícios ambientais que a manutenção de áreas naturais pouco alteradas pela ação humana traz para o conjunto da sociedade. Entre os serviços ambientais mais importantes estão à produção de água de boa qualidade, a depuração e a descontaminação natural de águas servidas (esgotos) no ambiente, a produção de oxigênio e a absorção de gases tóxicos pela vegetação, a manutenção de estoques de predadores de pragas agrícolas, de polinizadores, de exemplares silvestres de organismos utilizados pelo homem (fonte de gens usados em programas de melhoramento genético), a proteção do solo contra a erosão, a manutenção dos ciclos biogeoquímicos, etc. Os serviços ambientais são imprescindíveis à manutenção da vida na Terra. Ver também Desenvolvimento Sustentável, Sustentabilidade.

SHEWART, WALTER A.

Um dos principais "gurus" em qualidade, foi professor universitário e consultor em qualidade, autor de Statistical Method from the View of Quality Control (no qual discute os conceitos do Ciclo PDCA), e Economic Control of Quality of Manufactured Product. Criou as cartas de controle (V. Gráfico de Controle - GC) e é considerado o pai do Controle Estatístico da Qualidade - CEQ (V.).

SISTEMA DA QUALIDADE

(SQ)Estrutura organizacional, procedimentos, responsabilidades, processos, atividades e recursos para implementação da gestão da qualidade e atingimento dos objetivos da qualidade - garantia de que projetos, processos, produtos e serviços irão satisfazer as necessidades e as expectativas explícitas e implícitas dos clientes, em consonância com a missão, os objetivos e as metas da organização.
Sistema gerencial planejado e documentado em um manual da qualidade contendo a política e os procedimentos por meio dos quais deverá ser obtida a qualidade numa organização. O sistema da qualidade normalmente é documentado por meio de um manual da qualidade que o define em sua totalidade.

SISTEMA NORMATIVO

(Normal.) Conjunto de documentos normativos que estabelecem diretrizes, critérios e práticas, com o objetivo de orientar a execução de atividades relacionadas com a definição de produto ou serviço, desenvolvimento de processos de produção e administrativos, materiais, manutenção, novos equipamentos e projetos, qualidade, segurança, higiene industrial e controle ambiental, padronizar componentes e materiais, de forma a estabelecer o padrão de garantia da qualidade de produtos e serviços.

SISTEMA DE ESGOTOS

Conjunto de dispositivos e equipamentos utilizados para coletar e transportar a um local adequado às águas servidas, assim como as águas excedentes da superfície ou do subsolo. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

Instrumento organizacional que possibilita às instituições a alocação de recursos e a definição de responsabilidades quanto às questões ambientais; bem como a avaliação contínua de práticas, procedimentos e processos, buscando a melhoria permanente do seu desempenho ambiental. A gestão ambiental integra o sistema de gestão global de uma organização. Resolução
CONAMA nº 306, de 5 de julho de 2002.

SISTEMA UNITÁRIO DE ESGOTOS

Sistema em que as águas residuárias são coletadas juntamente com as águas pluviais, sendo que as galerias das águas pluviais fazem parte deste sistema. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

SOLO

Parcela dinâmica e tridimensional da superfície terrestre, que suporta e mantém as plantas. Seu limite superior é a superfície terrestre, e o inferior é definido pelos limites da ação dos agentes biológicos e climáticos, enquanto seus extremos laterais limitam-se com outros solos, onde se verifica a mudança de uma ou mais das características diferenciais.

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável, envolve a utilização racional dos recursos naturais, sob a perspectiva do longo prazo. A utilização sustentável dos recursos naturais é aquela em que os recursos naturais renováveis são usados abaixo da sua capacidade natural de reposição, e os não renováveis de forma parcimoniosa e eficiente, aumentando sua vida útil. Em termos de energia, a sustentabilidade preconiza a substituição de combustíveis fósseis e energia nuclear por fontes renováveis, como a energia solar, a eólica, das marés, da biomassa, etc. A sustentabilidade ambiental é caracterizada pela manutenção da capacidade do ambiente de prover os serviços ambientais e os recursos necessários ao desenvolvimento das sociedades humanas de forma permanente.
Ver também Desenvolvimento Sustentável, Indicadores de desenvolvimento Sustentável, Serviços Ambientais, Sustentabilidade, Sustentabilidade Social.
Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

SUSTENTABILIDADE SOCIAL

Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável, envolve a melhoria e a manutenção do bem estar social, encarado numa perspectiva de longo prazo. Em termos sociais, sustentabilidade significa distribuição de renda mais equânime, aumento da participação dos diferentes segmentos da sociedade na tomada de decisões, eqüidade entre sexos, grupos étnicos, sociais e religiosos, universalização do saneamento básico e do acesso à informação e aos serviços de saúde e educação, etc. A sustentabilidade social está associada tanto ao bem estar material da população quanto a sua participação nas decisões coletivas. Ver também Desenvolvimento Sustentável, Indicadores de desenvolvimento Sustentável, Serviços Ambientais, Sustentabilidade, Sustentabilidade Ambiental.

 

 

 

T

 

 

 

TABULAÇÃO DE DADOS

Coleta de dados relevantes a um determinado objeto ou situação a ser analisada. Deve ser feita de forma a possibilitar sua ordenação, com objetivo de permitir análise e tomada de decisões eficazes.
V. Sistema de Informação da Qualidade (SIQ).

TALUDE

Superfície inclinada do terreno na base de um morro ou de uma encosta de vale onde se encontra um depósito de detritos. O termo é topográfico e utilizado muitas vezes em geomorfologia. Quando seguido de um qualitativo, adquire uma conotação genética, tal como talude estrutural, talude de erosão, talude de acumulação etc.
Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente.

TAMANHO DE AMOSTRA

(Estat.) (Insp.) (n) Quantidade de material ou número de unidades de produto ou serviço especificado para ser selecionado de uma população, lote ou distribuição, com um determinado objetivo como, por exemplo, inspeção.

TAMANHO DE LOTE

(Estat.) (Insp.) (N) Quantidade de material ou de unidades de produto ou serviço contidas num lote. Os lotes diferem de tamanho e podem ser classificados, quanto ao tamanho, em grandes lotes e pequenos lotes de produção, compra, fornecimento, expedição, embarque, amostragem, inspeção ou controle. O tamanho do lote é um dos fatores que determinam o tamanho da amostra para inspeção. De forma geral, a relação entre o tamanho da amostra e o tamanho do lote diminui à medida que o tamanho do lote aumenta, motivo pelo qual os custos de inspeção tendem a ser menores para lotes maiores.

TÉCNICAS ESTATÍSTICAS

(Estat.) Técnicas muito utilizadas em qualidade, compreendendo a coleta de dados, tabulação, apresentação, análise, interpretação e conclusão, incluindo melhor conhecimento dos requisitos, expectativas e satisfação de clientes, além dos dados da concorrência (V. Benchmarking).
São utilizadas em planejamento de produtos, serviços e processos, controle de processos, prevenção de defeitos ou não-conformidades, confiabilidade, segurança, análise de problemas, previsão, verificação e medição das características da qualidade. Cabe ao fornecedor, onde apropriado, estabelecer procedimentos para identificação de técnicas estatísticas necessárias à verificação da aceitabilidade das características do produto ou serviço e da capabilidade dos processos.

TENDÊNCIA

(Estat.) (Metrol.) Erro sistemático que contribui para a existência de diferenças entre resultados de testes ou medições e o valor de referência aceito. Pode haver um ou mais elementos contribuindo para este tipo de erro.

TERREMOTO

Perturbação que ocorre no interior da Terra, provocando numerosos tremores que alcançam à superfície, podendo ser de foco profundo e de foco pouco profundo (raso). As ondas de um terremoto são de três tipos: P (primárias), S (secundárias) e L (longas).

TIMES DA QUALIDADE

Grupo de 5 a 8 funcionários que tem como objetivo identificar problemas relacionados com o trabalho, medir a freqüência desses problemas, seu impacto no cliente e na organização, seus custos e recomendar ações corretivas. As principais atividades dos times da qualidade são: propor a melhoria da qualidade de produtos e serviços por meio da solução de problemas, melhorar a qualidade no trabalho diário e a qualidade de vida no trabalho, promover a comunicação e o trabalho em equipe, e desenvolver aptidões e habilidades de seus componentes. Os times da qualidade são divididos em: conselho da qualidade, time de líderes, time interfuncional, time funcional e time de tarefa (V. pelo título). Como numa organização já existem estruturas responsáveis pela atuação em áreas específicas, os times da qualidade não podem atuar em projetos de melhoria em áreas do tipo: relações trabalhistas, legislação e regulamentação governamental, salários e benefícios, promoções, disciplina e problemas fora das áreas de responsabilidade e de atuação dos membros dos times.

TOLERÂNCIA

(Estat.) Variabilidade total permissível em um processo ou numa característica da qualidade de uma unidade de produto ou serviço.
(Estat.) (Metrol.) Diferença entre os valores máximo e mínimo permitidos como resultados. Para o caso de limite unilateral, a tolerância é definida como a diferença entre o valor máximo ou mínimo e o valor nominal especificados. (Metrol.) Variação permissível em uma dimensão, a partir dos valores estabelecidos. A tolerância é positiva se houver folgas reais e negativa no caso oposto. Em geral a tolerância é não-qualificada, ou seja, não é associada a um nível de confiança.

TRATAMENTO ANAERÓBICO

Estabilização de resíduos orgânicos, efetuada pela ação de microrganismos na ausência de oxigênio. Refere-se normalmente ao tratamento por fermentação metanogênica.

TRATAMENTO DE ÁGUA

Conjunto de ações destinado a alterar as características físicas e/ou químicas e/ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade adotado pela autoridade competente.

 

 

U

 

UMIDADE

Termo utilizado para descrever a quantidade de vapor d’água contido na atmosfera. Não abrange outras formas na qual a água pode estar presente na atmosfera, como na forma líqüida e na forma sólida (gelo).

UNIDADE

(Estat.) (Metrol.)Objeto ou quantidade de produto, material ou serviço no qual uma medida, observação ou conjunto de observações pode ser realizado.
Fato elementar, qualquer que seja sua natureza, desde que obedeça a uma definição precisa.
Qualquer combinação de partes ou subconjuntos capazes de operação independente em diversas circunstâncias.

Uma unidade pode ser simples, quando composta por um único objeto ou fato, ou complexa, quando leva em consideração um conjunto de características.
A definição da unidade tem grande importância em estatística e em metrologia, tanto no que se refere à coleta de dados quanto à sua utilização.

USINA DE BASE

Usina hidrelétrica que é normalmente operada para atender à demanda de energia de base, sendo operada essencialmente sob carga constante.

USINA DE INCINERAÇÃO

Instalação especializada onde se processa a queima controlada do lixo, com o objetivo de transformá-lo em matéria estável e, portanto inofensiva à saúde pública. Pode ainda ser utilizado forno especialmente projetado para tal finalidade.

USO RESTRITO

Significa áreas que possuem limitações para ocupação antrópica do solo, compreendendo as terras indígenas, unidades de conservação e áreas especiais; não incluem as áreas de preservação permanente, previstas no artigo 2o do Código Florestal.

USUÁRIO

Pessoa que utiliza ou consome um produto ou serviço.

 

V

 

VALE

Depressão topográfica alongada, aberta, inclinada em uma determinada direção em toda a sua extensão. Pode ser ou não ocupada por água. Os vales podem ser dos tipos: fluvial, glacial, suspenso e de falha.

VALIDAÇÃO DO PROCESSO

Ato ou efeito de registrar resultados do processo e de garantir que estes estejam consistentes com especificações predeterminadas e com os atributos da qualidade para os produtos ou serviços por ele produzidos.

VASA

Depósito pelágico de granulação fina, contendo normalmente mais de 30% de material de origem orgânica.

VAZADOURO A CÉU ABERTO

Disposição final do lixo pelo seu lançamento em bruto sobre o terreno, sem qualquer cuidado ou técnica especial. Lixão.

VISÃO

Estado futuro de como a organização prevê os anseios e as necessidades dos clientes, a concorrência direta e indireta, estágio(s) em que deverá(ão) se encontrar seus produtos e serviços, as oportunidades e as ameaças, internas e externamente. É também a indicação para onde a organização está sendo conduzida.
Um ponto onde a organização gostaria de estar ou algo de que gostaria de realizar num futuro; declaração que descreve essa intenção ou como a organização deseja ser percebida. A declaração da visão deve ser seguida do estabelecimento de metas específicas a serem atingidas e das estratégias a serem adotadas para o seu atingimento. Isto é feito por meio de um processo de planejamento (V. Planejamento da Qualidade). A definição da visão é fundamental para o direcionamento estratégico da organização, para o início de qualquer processo de mudança organizacional.

VOZ DO CLIENTE

Expressão que denota a necessidade e as providências que devem ser adotadas por uma organização para conhecer as exigências e as expectativas implícitas e explícitas do cliente, com respeito a seus produtos e/ou serviços. A atenção constante à voz do cliente é o principal fundamento da administração da qualidade total - GQT (V.).

VOZ DO FORNECEDOR

Estabelecimento de relações de parceria com o fornecedor de forma a se assegurar a qualidade dos produtos e serviços contratados, dentro dos padrões estabelecidos pela empresa.
O relacionamento comprador/fornecedor (seja este interno ou externo) deve estar sempre focado no atendimento das necessidades e expectativas do cliente externo da empresa.

VOZ DO FUNCIONÁRIO

Criação e manutenção de um canal permanente de comunicação empresa/funcionário/empresa, de forma a mantê-lo informado e de ouvir suas sugestões, idéias e preocupações. Pode ser de maneira formal ou informal.

 

W

WADI

Correntes de água em um ambiente de deserto, caracterizadas por atividade fluvial esporádica e abrupta e por uma relação muito baixa água/sedimentos. A deposição é muito rápida devido à súbita perda de velocidade e absorção de água pelo solo.

 

 

X

 

XISTOSIDADE

Foliação decorrente da orientação paralela de minerais, agregados minerais ou objetos geológicos, tais como seixos, dentre outros, de forma placóide ou achatada, ou da orientação planar de minerais alongados.

 

 

 

 

Z

 

ZONEAMENTO AMBIENTAL

Integração sistemática e interdisciplinar da análise ambiental ao planejamento dos usos do solo, com o objetivo de definir a melhor gestão dos recursos ambientais identificados.

ZERO DEFEITO

(ZD)Produto ou serviço isento de defeitos e de não-conformidades. É uma meta de longo prazo em direção à melhoria contínua da qualidade (V.) e, necessariamente, influenciada por todas as funções em uma empresa. Na prática, é impossível e não interessante se chegar a, literalmente, zero defeito, já que o custo da qualidade tenderia ao infinito. Por isso, o conceito precisa ser muito bem entendido e aplicado corretamente para não ter impacto negativo. Pode ser resumido numa única frase: fazer certo da primeira vez, sempre. O padrão de desempenho zero defeito foi inicialmente proposto pelo consultor americano Philip B. Crosby (V.) com ênfase na busca da excelência pela prevenção de defeitos.
Slogan utilizado em algumas "campanhas" para a melhoria da qualidade. É importante esclarecer que, da forma como se emprega o conceito normalmente, um produto com zero defeito poderá não atender às necessidades e/ou expectativas do cliente.

 

 

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